Lula chora ao receber o título de Doutor Honoris Causa pela UFPE, UFRPE e UPE em Recife

Lula ficou emocionado e chorou ao receber o Título Doutor Honoris Causa pela UFPE, UFRPE e UPE. Mais uma vez, voltou a dizer que seu governo investiu em educação e lembrou que, nunca antes na história desse País, o Brasil foi governado por um presidente e vice sem diploma superior, citando os exemplos dele e de José Alencar.
Foto: Roberto Pereira/SEI
O ex-presidente disse, ainda, que é feliz porque o brasileiro não tem mais vergonha de mostrar o passaporte. “Antes, quando chegava em qualquer aeroporto, colocavam logo os cachorros em cima, achando que estava levando drogas”, disse.
Fotos: Hélia Scheppa/JC Imagem
Fonte: Blog Social 1

Lula visita mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia na Bahia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja, na quarta-feira (20), ao Nordeste. Sua primeira parada será Salvador, onde ele visitará Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia. ‘Eu vou voltar a andar pelo país’, diz Lula O encontro acontecerá no município de Santo Amaro –antigamente conhecido como Santo Amaro da Purificação–, no início da tarde, conforme antecipou o “Painel” da Folha na segunda-feira (18). Dona Canô se recupera depois de uma internação por problemas respiratórios. Lula segue, ainda na quarta-feira, para Feira de Santana, onde visitará um hospital. À noite, ele será recebido no Palácio de Ondina para um jantar com o governador Jaques Wagner. Na quinta-feira (21), o petista participa do lançamento do Plano Safra do Estado da Bahia, em Salvador, e depois viaja para Recife, onde participa de um evento da Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque. Ainda em Pernambuco, Lula receberá, na manhã da sexta-feira (22), os títulos de Doutor Honoris Causa da UPE (Universidade de Pernambuco), da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco).

Lula inicia tour pelo Nordeste

Lula inicia tour pelo Nordeste Foto: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO

Ex-presidente chega à Bahia nesta quarta-feira para encontrar Dona Canô e Jaques Wagner. Na quinta-feira, é a vez de Recife

Por Agência Estado

19 de Julho de 2011 às 19:15 Agência Estado

Quase “desencarnado” da cadeira presidencial e ansioso para voltar a “incomodar algumas pessoas”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta semana sua turnê pelo País. Sua andança começará pelo Nordeste, na Bahia, onde terá um encontro com a matriarca da família Veloso, Dona Canô, de 103 anos, e visitará o governador Jaques Wagner (PT-BA). Em Pernambuco, Lula deve se encontrar com o governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Digna de uma agenda de campanha, o giro de três dias começa amanhã, quando Lula embarca para Salvador. O ex-presidente vai a Santo Amaro da Purificação visitar a mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia, que esteve internada na última semana após sentir dores abdominais e falta de ar. Após o encontro com Dona Canô, Lula seguirá para Feira de Santana, onde conhecerá as instalações do Hospital Estadual da Criança. A agenda do dia termina com um jantar oferecido pelo governador Jaques Wagner, no Palácio Ondina. No dia seguinte, Lula participará do lançamento do Plano Safra do governo baiano.

O ex-presidente estará na quinta-feira, 21, à tarde em Recife, onde participará do 5º Aniversário da Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, no Parque Dona Lindu. No último dia de viagem, Lula receberá os títulos de Doutor Honoris Causa no Teatro Santa Isabel às 10 horas, ainda em Recife. Os títulos foram conferidos pelas Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Em seis meses longe da Presidência, Lula tem se dedicado a palestras, encontros e homenagens pelo mundo. Durante este período, Lula tem evitado entrevistas sob o pretexto de que ainda “não desencarnou totalmente” da Presidência. Na última semana, em evento da União Geral dos Trabalhadores (UGT) em São Paulo, o ex-presidente anunciou que voltaria a viajar pelo Brasil. “Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez”, avisou.

E a sociologia de FHC para que serviu?

É sabido que o mundo passou e passa por grandes transformações econômicas, sociais, políticas e tecnológicas. Aliás, as novas tecnologias têm mudado as formas de vida da sociedade moderna – criou-se o termo realidade virtual – para se explicar o modo de fazer negócios, realizar comunicações e transmitir informações. Criou-se, através das tecnologias informação – a aldeia global. A China já não fica do outro lado do mundo, mas apenas a um clique. Aliás, tudo está apenas a um clique, seja no computador, seja num celular. Vivemos mais transformações agora do que as ocorrido durante o século XIX com a revolução industrial e toda a historia da humanidade. Naquele período a revolução industrial criou-se o produto de massa através da aceleração da produção e consolidou o modo de produção capitalista com o trabalhador assalariado, acentuando desta forma, a divisão social do trabalho e graves problemas sociais: jornada de trabalho estafante, salários aviltantes, condições de trabalho precárias e desumanas, onde os trabalhadores eram confinados em habitações também precárias. A exploração do trabalho de crianças e mulheres era extremamente desumana. Neste contexto nasce a sociologia, com a missão de oferecer condições aos homens para entender a sociedade em que vivem de maneira racional e questionadora. As novas formas de perceber a educação colocam o ensino crítico na direção da sociologia crítica quando diz que é preciso desenvolver uma organização didática que possibilite ao jovem (cidadão em construção) a demistificação da realidade, ou seja, conhecer a realidade para modifica-la. Paulo Freire fala de uma educação para intervenção no mundo, significa compreender o mundo, este mundo de desiguais e de oportunidades para poucos. Neste contexto, quando se faz uma relação entre as transformações que ocorreram no século XIX, XX e que estão ocorrendo neste momento, primeira década do século XXI, percebe-se o mesmo modelo de exploração do homem, o mesmo sistema política capitalista, mas em processo de crise e o pensamento liberal hegemônico. Nas indústrias, na linha de montagem ainda se percebe o modelo taylorista mecanicista aprofundado Tudo é orientado para a produtividade, fazer mais com menos e o homem é apenas peça deste modelo de produção de produção e de exploração do trabalho. Para Pedrinho Guareschi é preciso construir uma sociologia crítica, não a sociologia do “esqueçam o que eu escrevi”, uma sociologia que possa desvelar as ideologias, o entendimento deste momento que nós estamos passando, é a crise de um modelo do capital especulativo, aonde vão se gastar bilhões de dólares para se salvar bancos, mas as pessoas que estão perdendo suas casas, seus empregos estão abandonadas a própria sorte. O mundo gira, gira, mas as garras do modelo capitalista de produção estão afiadas em cima dos pobres. Serão os pobres que deverão pagar com a quebradeira dos ricos? Onde está, então, a sociologia? O Estado, antes renegado pelo liberalismo econômico e defensores do estado mínimo agora é chamado para pagar a conta. É então, a sociologia somente um instrumento provocador para desvelar a realidade? O homem, então consciente desta realidade deve se organizar e lutar contra esta situação de coisas? Se não fizer, a sociologia terá cumprido com a sua missão? E a sociologia de FHC para que serviu? Onde está a sociologia do grande brasileiro Florestan Fernandes? O professor ingênuo, incapaz de compreender a realidade,”inocente das questões sociais e de seu papel de intervenção na sociedade” será mais acomodado e acomodável? Somos manipuláveis por que não percebemos a realidade? Onde está a sociologia? Para salvar o capitalismo, as idéias de Keynes, como a intervenção do Estado na economia, estão de volta. A palavra maldita como a estatização do sistema financeiro não é pronunciada em nenhum momento nos jornais. O mercado era o Deus que iria salvar as pessoas do Estado. Como diz o Lula, quando o Mercado tem uma diarréia o Estado é chamado para salva-lo. Onde está o mercado? Respondo: recebendo a extrema-unção do Estado.

O Globo não sabe quem é o prefeito de Goiânia ou não esteve na abertura do 52º Congresso da UNE?

julho 16th, 2011 by mariafro

No encontro do segundo blogprog nacional, em Brasília, uma jornalista da Folha perguntou a mim e outros blogueiros que estavam fumando do lado de fora do evento quem compunha uma das mesas no último dia do encontro. Ao menos a Folha enviou dois jornalistas ao menos dois dias do encontro: na abertura e no encerramento.

Mas estou començando a achar que o Plantão da Globo não mandou nenhum jornalista para cobrir o 52º Encontro da UNE. Vejamos porque tal desconfiança surgiu:

1º observe a foto de Lula que que foi destacada para ilustrar a matéria, dada no Plantão do Jornal O Globo, veja aqui: Congresso da UNE esvaziado do ponto de vista de quem, jornal O Globo? Ou a fixação da mídia por Lula

2º O Título da matéria de O Globo “Presença de Lula em Goiânia esvazia abertura do Congresso da UNE” não faz nenhum sentido quando vemos o vídeo e as fotos do evento, observem:

A mesa de abertura tem um ex-presidente, um ministro de estado (da Educação, já que o encontro da UNE é de estudantes) e o prefeito da cidade que sedia o encontro.

Opa! Eu disse prefeito? Sim, prefeito. Alertada pela Paula Beiro neste comentário aqui, fui atrás de informações para confirmar o que ela disse.

Mas não é que o prefeito estava no encontro e até discursou?

Uai, Mas o Globo afirmou que o prefeito de Goiânia não foi ao evento! Recordemos:

“A presença do ex-presidente Lula na noite desta quarta-feira, em Goiânia, esvaziou a abertura do 52º Congresso Nacional da UNE na Câmara Municipal. Lula é considerado a estrela do evento nesta quinta, mas roubou a cena: nem o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), nem o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), apareceram no primeiro dia do encontro com os estudantes. Garcia recebeu Lula para um jantar e foi representado no ato pela secretária de Educação, Neide Aparecida. Já Perillo cancelou a agenda e foi representado pelo secretário Estadual de Educação, Thiago Peixoto. A mesa principal ficou vazia já que os convidados ilustres não foram.” (Presença de Lula em Goiânia esvazia abertura do Congresso da UNE, Plantão | Publicada em 13/07/2011 às 22h34m, Isonilda Souza, especial para O Globo (opais@oglobo.com.br)

Agora, explica-me O Globo, como um   Congresso com o ex-presidente mais popular da história do país, com o prefeito da cidade que cedia o evento, com  o ministro da educação e cerca de 10 mil estudantes pode ser um Congresso esvaziado? Porque faltou o governador tucano de Goiás???????

Para não deixar dúvida, ponho mais uma foto do Prefeito de Goiânia discursando e reproduzo a matéria de site local que cita, inclusive, falas do discurso do prefeito Paulo Garcia (PT). Quem sabe assim da próxima vez os jornalistas de O Globo prestam mais atenção no evento que estão cobrindo, né?

EX-PRESIDENTE LULA E PAULO GARCIA PARTICIPAM DO 52º CONGRESSO DA UNE

Por: Anderson Costa no Prefeitura Goiânia

15/07/2011 | 08:40

Dez mil estudantes ouvem discurso de Lula na 1ª visita a Goiânia desde que passou a faixa presidencial para Dilma Rousseff. Prefeito Paulo Garcia dá boas-vindas aos turistas durante abertura do II Encontro Nacional do ProUni

“Há quanto tempo não faço um discursinho. Já estava com saudades”. Foi assim, em tom de humor, mas sempre destacando a importância da classe estudantil para o País, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou durante a participação no 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e na abertura do II Encontro Nacional de do ProUni. Os dois eventos ocorrem em Goiânia até o próximo dia 17.

O ex-chefe do Executivo Nacional esteve acompanhado pelo prefeito Paulo Garcia que também participou do evento. O prefeito deu boas-vindas aos cerca de 10 mil estudantes de diferentes partes do País que estão na Capital para participar dos cinco dias de congresso. A solenidade de ontem foi comandada pelo presidente nacional da UNE, Augusto Chagas, e contou também com as participações do Ministro da Educação, Fernando Haddad, do presidente da Câmara Municipal, Iram Saraiva, do ex-ministro do Desenvolvimento Social, Luiz Dulci, do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, do presidente nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Ian Ivanovicht, além de deputados federais, estaduais, vereadores e lideranças estudantis.

Ao falar da satisfação e emoção em participar de mais um congresso da UNE, o ex-presidente Lula disse que até a última semana estava tudo certo para que ele viajasse ao Egito para falar a estudantes daquele país sobre democracia, mas que fez questão de adiar a viagem. “Como posso falar de democracia a estudantes de outro país, se tenho aqui no Brasil um dos encontros estudantis mais democráticos”, elogiou Lula.

Lula e o ministro Fernando Haddad, ao discursar, criticaram setores da imprensa que teriam chamado a atual direção da UNE de “chapa branca”. “São setores da sociedade que acham que a consciência de nossos estudantes pode ser comprada com qualquer patrocínio”, afirmou Haddad. O ex-presidente da República também criticou. “São setores da imprensa, que se dizem ‘nacionais’ e contestam o fato do Congresso ter patrocínio da Petrobrás, do Banco do Brasil. Mas os grandes telejornais e essa grande mídia que se diz ‘nacional’ contam com patrocínio de quem?”, indagou Lula de forma irônica.

Lula também criticou os setores da elite que, segundo ele, não estão acostumados com o aumento do poder aquisitivo da população mais carente e a ascensão social de grupos até então excluídos. “São setores que acham que os filhos dos trabalhadores devem no máximo chegar ao segundo grau, que filho de pobre não tem direito de cursar medicina. São setores que não estão acostumados com 14 milhões de pessoas fora da linha da pobreza extrema”, exclamou Lula.

Boas-vindas
O prefeito Paulo Garcia, ao dar boas-vindas aos participantes do Congresso da UNE, fez questão de manifestar a emoção de receber em Goiânia o maior e mais tradicional encontro estudantil do País e de receber o ex-presidente Lula, homem que, segundo ele, mudou o Brasil. “Goiânia vive uma felicidade muito grande em receber dois grandes eventos importantes ligados à educação: o 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e a 63ª Encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). E eu vivo uma felicidade particular por ter recebido em minha casa o homem que, para mim, mudou o Brasil, e para muito melhor. Para mim é uma emoção incomparável.”

Na noite de quarta-feira, o prefeito Paulo Garcia ofereceu um jantar ao ex-presidente Lula durante a transmissão do jogo da Seleção Brasileira na Copa América. Ao destacar o papel dos estudantes nas lutas políticas, Paulo Garcia afirmou que a UNE representa a legítima participação popular no País.

UNE
Augusto Chagas, presidente da UNE, em discurso, lembrou que o 52º Congresso da entidade encerra mais um ciclo importante de lutas da classe estudantil e que ficará marcado por ter reunido mais de 1,5 milhão de estudantes universitários que elegeram representantes para participar do evento, trazendo a Goiânia representantes de 97% das instituições de ensino superior do País. “Um ciclo de muito trabalho principalmente pela destinação de mais verbas para a educação e a criação do novo Fies (Financiamento Estudantil do Governo Federal), garantido o ingresso no ensino superior a milhões filhos de trabalhadores, uma bandeira de luta da UNE que surgiu com a fundação há 74 anos.”

O líder estudantil fez questão de destacar a abertura do dialogo democrático oferecida durante o governo Lula, não só à classe estudantil, mas a outros segmentos da sociedade brasileira. “Sua presença em mais Congresso da UNE mostra mais uma vez o reconhecimento pela opinião estudantil deste País”, disse Agusto Chagas.

Momento de emoção
Um momento que chamou a atenção do público e autoridades presentes, pela simbologia, foi a participação da estudante de medicina Vanessa Castilho. Filha de pedreiro e uma dona de casa, a estudante universitária, que cursa hoje o quarto ano de medicina, foi uma das primeiras beneficiadas pelo Programa Universidade para Todos do Governo Federal, o ProUni.

Em nome dos 863 mil estudantes de baixar renda que já foram atendidos pelo Programa do Governo Federal, Vanessa leu uma carta de agradecimento ao ex-presidente Lula. “O ProUni, criado em seu governo, mostrou que mérito é diferente de renda e que os filhos dos pobres tem sim capacidade de frequentar o ensino superior e construir efetivamente um País melhor,” leu a estudante. Mesmo sendo um documento de homenagem pelo benefícios do ProUni, a carta lida pela estudante também trazia propostas importantes para melhoria do programa e a democratização do acesso ao ensino superior, entre elas: criação de políticas afirmativas para a permanência dos estudantes de baixa renda na universidades; democratização do ensino superior para os pobres, negros e índios; e mais investimentos para a pesquisa em ciência e tecnologia.

Ministro
“Duplicar o número de vagas nas universidades federais, criar mais de 1 milhão de vagas de ensino superior por meio do ProUni e do Fundo Nacional de Educação; aprovar o piso nacional do magistério; e a construção de 214 escolas técnicas federais, o que uma vez e meia a mais do que foi feito em governos anteriores”. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, estas e outras ações integram a receita usada pelo Governo Lula para o resgate da educação brasileira, promovido nos últimos oito anos.

Ações e programas que segundo ele serão todos mantidos e ampliados no atual governo da presidente Dilma. Ele destacou que a participação de um ministro da educação em um Congresso da UNE representa a efetiva abertura do diálogo democrático, sem comprometimento da independência política da instituição, promovido pelo governo Lula.