Agora o poliglota FHC infarta

Terça-feira 30, agosto 2011

Depois de receber título de doutor honoris causa da universidade francesa Sciences Po, em setembro, o ex-presidente Lula vai a Gdansk. Lá, receberá o Prêmio Lech Walesa. No dia 30, dará palestra em Londres, em evento da revista “The Economist”.

Alguns prêmios de Lula

Eleito Estadista do Ano – Le Monde ( França )
Eleito Personalidade do Ano – El País ( Espanha )
Eleito Um dos 10 Homens mais influentes do Mundo – Financial Times ( Inglaterra )
Eleito Estadista do Ano – Revista Time ( EUA )
Eleito Estadista do Ano – Clarin ( Argentina )
Prêmio Único Estadista Global – Forum Econômico ( Davos – Suíça )
Lula -> 87% de Aprovação Pessoal pelo Povo BrasileiroGoverno Lula -> 76% de Aprovação dos profissionais liberais brasileiros como engenheiros, economistas, advogados, médicos, dentistas e milhões de outros cidadãos com diploma de curso superior.
O ex-presidente Lula recebeu  o prêmio World Food Prize 2011, dado a líderes mundiais que atuam no combate à fome.
A escolha foi anunciada pela nesta terça-feira, em Washington.

Por
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Reinaldo Azevedo acusa o golpe

Reinaldo Azevedo acusa o golpe Foto: Divulgação

Em novo artigo, blogueiro de Veja apenas tergiversa e tenta responder o que finge não querer responder. Não conseguiu

18 de Agosto de 2011 às 16:16

247 – Em artigo publicado nesta madrugada, o colunista Reinaldo Azevedo, de Veja, fez seu mais explícito ataque ao ex-presidente Lula. Num texto intitulado “O nome da doença que assola o Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva” (leia), ele sugere que, enquanto o ex-presidente estiver na ativa, o Brasil estará condenado ao atraso. É um artigo que retrata o estado de espírito atual dos que se engajaram politicamente nas eleições de 2010 e se consideram derrotados, frustrados e sem esperança.

Reinaldo disse ainda que o eleitor que votou em Lula, em 2006, é “sem-vergonha”. Quem sabe se trocando de povo, as coisas fossem diferentes…

Aqui, no 247, com nosso espírito democrático, apartidário e plural, e que discute inclusive o posicionamento político da mídia, sem exceção, escrevemos uma crítica ao blogueiro, fazendo uma paródia do seu texto (“O nome da doença que assola o Brasil é Reinaldo Azevedo; leia“). O ponto central da nossa crítica é muito simples. O que tumultua o Brasil de hoje é a incitação do ódio na política a partir de um falso moralismo, que é ao mesmo tempo hipócrita e politicamente dirigido.

Nesta tarde, Reinaldo voltou à carga. Escreveu um novo texto, em resposta ao nosso. Tenta responder o que finge ignorar. E abranda sua colocação relacionada à “sem-vergonhice” do eleitor brasileiro. “Quem votou em Lula, mesmo sabendo do mensalão e do esquema que era comandado pelo seu partido — e, exceção feita a alguns bolsões de ignorância extrema, era impossível não saber — endossou aquelas práticas, entregou-se à sem-vergonhice docemente compartilhada”, disse ele.

Leia, abaixo, o novo texto de Reinaldo Azevedo, também desesperançoso, sobre a “doença Lula”, em que ele conclui com uma pergunta: Qual é o remédio?

Escrevi nesta madrugada um texto em que afirmo que o nome da doença da política brasileira é Luiz Inácio Lula da Silva. Está dando o que falar. E está porque tenho milhares de leitores. É assim mesmo. Quem escreve só pra si não tem ninguém a espiá-lo a não ser o silêncio, e o texto vira um exercício de expiação da própria irrelevância. Deve ser difícil. Um leitor ou outro me enviam ataques de fúria desse ou daquele: “Você viu o que disse fulano, como reagiu Beltrano?” Não vi. Eles me lêem; não os leio. Não enviem os links porque não lerei. Não tenho tempo. A opinião de bem pouca gente da imprensa — ou da subimprensa — me interessa. Meu diálogo é com OS MEUS LEITORES, não com quem tenta usar os meus textos para conseguir leitores. Faltam horas no meu dia para ler o que presta. Por que desperdiçar as que tenho com quem não presta? Faz tempo que me atacar é uma boa forma de tentar aparecer. A torcida é para que eu reaja. Mas essa decisão é minha. Às vezes, decido me divertir um pouco. Ponto. Parágrafo.

Escrevi aquele texto de madrugada, ainda estava meio escuro. Agora eu o reli à luz de um sol um tanto pálido que entra pela janela — saudade de todos os verões, Deus Meu!, do verão ancestral! Sim, agora que o releio sob nova luz, concluo: o nome da doença da política brasileira é Luiz Inácio Lula da Silva. É ele quem comanda hoje a RESISTÊNCIA — no seu partido, na base aliada, nos setores pouco salubres da imprensa — a isso a que chamam (eu jamais o fiz de própria pena) “faxina” na administração. A exemplo de Dilma, também eu não gosto muito da palavra. Faz supor que é só uma questão de espanar a poeira, pôr pra fora o lixo e passar um lustra-móveis. Não é! Há mudanças de natureza estrutural que precisam ser feitas. Tenho tratado delas. O voto distrital, por exemplo, representaria um ganho formidável de qualidade.

Sim, eu afirmei que Lula escapou do mensalão, entre muitos fatores, porque tinha maioria no Congresso, destacando outro elemento: a “sem-vergonhice docemente compartilhada por quem votou nele”. E emendei: “Não dá para livrar os eleitores de suas responsabilidades.” E não dá mesmo! Não sou a supernanny do “povo”. Aliás, eu nem mesmo reconheço a existência dessa categoria. Quem gosta de especular sobre o “espírito do povo” são os descendentes intelectuais e políticos do fascismo, seja o fascismo de direita, seja o de esquerda. É aquela turminha esquerdopata do que chamo “Complexo Pucusp” (é bem possível que “Pucusp” seja uma palavra criada por Bruno Tolentino, mas não estou certo). Eu reconheço a existência de pessoas. Quem votou em Lula, mesmo sabendo do mensalão e do esquema que era comandado pelo seu partido — e, exceção feita a alguns bolsões de ignorância extrema, era impossível não saber — endossou aquelas práticas, entregou-se à “sem-vergonhice docemente compartilhada”. A democracia é o regime de responsabilização disso a que chamam “povo” — e que eu chamo “pessoas”.

Foi só isso? Claro que não! Não dá para escrever todos os textos num só. Há centenas deles neste blog cobrando a responsabilidade das oposições, por exemplo, os erros cometidos, a falta de combatividade e de clareza ao longo dos quatro primeiros anos do governo Lula, com repeteco nos outros quatro etc. Mas essa entidade sacrossanta a que populistas dos mais variados matizes classificam como “povo” é responsável pelos governos que elege, ora essa! E se torna co-responsável por seus métodos. Se a maioria do eleitorado tivesse achado o mensalão grave o bastante, não teria dado um segundo mandato a Lula. “Ah, para a população, os benefícios que ele representava eram superiores aos malefícios”. Não seria difícil contestar tal afirmação no terreno dos argumentos objetivos. Mas digamos que tenha sido essa a percepção. Não só não muda o que escrevi como referenda: fez-se uma escolha. E essa escolha compreendia acolher a lambança.

Eu não me considero superior a isso a que chamam “povo”; não sou seu intérprete, seu psicanalista, seu educador ou o que seja. Por isso mesmo, não preciso vê-lo com compreensiva e compassiva generosidade. Acima da linha da sanidade, qualquer homem da rua é meu igual, é meu irmão. Tenho asco do paternalismo de qualquer natureza. Dei aula durante muito tempo. Meus alunos estão por aí, alguns deles na imprensa. Nunca fui um professor “gugu-dadá”, “cúti-cúti”… Tenho horror a essa postura. E, como sabem os que me lêem, não puxo o saco nem mesmo dos leitores. Mais de uma vez contrariei algumas expectativas. Lê quem quer.

Se alguém está tentando desestabilizar o governo Dilma Rousseff, esse alguém é Luiz Inácio Lula da Silva, que se apresenta como o condestável da República e que exerce uma coordenação paralela da aliança que conduziu Dilma ao poder. O recado é mais do que claro: ou ela joga segundo as regras que ele estabeleceu — que supõem aquela penca de malefícios que elenquei no texto anterior — ou ele se apresenta como a alternativa, que é o que tem feito de maneira sistemática, organizada, metódica.

E encerrei aquele post assim: “Lula é o nome da doença. É para ela que precisamos de remédio.”

Mas qual é o remédio?

Lula: “Falar em 2014 agora é loucura, imbecilidade”

Lula: “Falar em 2014 agora é loucura, imbecilidade” Foto: ROBSON FERNANDJES/Agência Estado

A militantes do PT de Minas, ex-presidente pede apoio ao governo Dilma; “a gente não tem de se preocupar se sai um ou dois ministros”, afirmou; discurso foi fechado à imprensa, mas dava para ouvir tudo do lado de fora

Por Agência Estado

18 de Agosto de 2011 às 22:28 Agência Estado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou os aliados do governo a apoiarem a presidente da República, Dilma Rousseff, que enfrenta a quarta troca de ministros em oito meses de governo. Ontem, Wagner Rossi pediu demissão após denúncias de corrupção na Agricultura. Segundo Lula, Dilma precisa ter tranquilidade para trabalhar.

“A gente não tem que preocupar se sai um ou dois ministros”, disse o ex-presidente, que participou de almoço com lideranças petistas e de partidos aliados em Belo Horizonte. O encontro foi fechado para a imprensa, mas o discurso do presidente pôde ser ouvido do lado de fora do restaurante. “Nós temos que ajudar a presidente Dilma a transformar o Brasil na quinta economia do mundo”, afirmou Lula.

Sem falar diretamente sobre a crise política que afeta o governo o ex-presidente disse ter ficado feliz de saber que Dilma almoçou com ministros, numa referência à insatisfação dos aliados com o estilo centralizador da presidente e com a ‘faxina” promovida por ela no Executivo. Lula também afirmou que não é possível governar sem fazer alianças, e que esse é um trabalho que exige sensibilidade, costura e um exercício de democracia “24 horas por dia”.

Lula ainda comentou entrevista do ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, de que o ex-presidente seria o candidato ideal à sucessão de Dilma em 2014. “É imbecilidade e loucura falar em 2014 agora, se nem chegamos em 2012 ainda. Só existe uma pessoa que pode chamar essa conversa e ter o direito legítimo de falar no assunto, que é a companheira Dilma”, afirmou.

BASTA!!! CONSTITUINTE EXCLUSIVA JÁ! Para fazer a Reforma Politica e a faxina ética que o Brasil precisa

O que o PMDB está fazendo no congresso nacional é um escárnio com o povo brasileiro. Enquanto ministros da legenda são pegos metendo a mão na grana pública, os deputados do PMDB dizem que só vão votar com o governo se o governo liberar as tais emendas parlamentares. E dizem até o valor. R$ 150 milhões de “restos a pagar”,  referentes a outros anos e mais 1 bilhão pra este ano.  Enquanto o país se prepara para figurar entre as 5 maiores economias do mundo, gangues de todos os gêneros se apossaram do Congresso Nacional, fazendo o governo e o povo de refens dos seus interesses.  E esta turma ainda fala em “reforma política”. E estão costurando uma lá na esplanada. Na verdade devem estar construindo outras formas de enriquecimento ilícito para sí, para a parentagem e para os amigos. Precismos dar um basta nisto. É preciso que começemos a discutir a convocação de uma Constituinte Exclusiva para fazer uma REFORMA POLÍTICA com letras maíusculas.  O texto abaixo é de janeiro, mas continua muito atual. Basta de corrupção. Basta de vendilhões estabelecidos dentro das Casas do Povo em Brasília. Reforma Política Já e feita por uma Constituinte Excluivamente convocada pára isto. Nada de deixar estas quadrilhas de bandidos fazer uma reforma que de nada servirá.

POR QUE A REFORMA POLÍTICA É NECESSÁRIA E POR QUE ELA DEVE SER FEITA POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA
Por Luiz Müller

Nas eleições eu votei em candidatos majoritários, Governador, Presidente e Senador. Neste caso, os mais votados se elegem. E votei também em candidatos à Deputado Estadual e Federal. Estes candidatos faziam parte da lista de candidatos de um partido, neste caso, o PT. O PT, assim como os demais partidos, tem um projeto político de poder. Durante as eleições eles apresentam (ou deveriam apresentar) este projeto, para que a população escolha entre um e outro. Não são (ou não deveriam ser) projetos pessoais e sim coletivos. Até por que, se uma pessoa quisesse governar a partir de seus projetos pessoais, isto de alguma forma seria ditadura. Por isto são os partidos (partes da sociedade) que agregam os vários militantes que concordam com o programa deste ou daquele partido. Quem vota em deputados individualmente, fazendo inclusive um voto sem nenhuma unidade programática com o argumento de que “vota nas pessoas que fazem” e não nos partidos, está enganando a si mesmo, pois o para ser candidato, é necessário o indivíduo assumir compromisso com o programa do partido (qualquer partido). Assim esta “pessoa que faz”, pode até atender demanda específica e individual, mas quando se tratar dos interesses da comunidade, este mesmo indivíduo votará com as posições da “sua bancada” e do seu partido. Meu candidato a Deputado Estadual se elegeu, o Federal não. Mas os votos de ambos contaram para eleger outros, pois os votos são na Legenda. A “legenda” é a chapa do Partido nas eleições. O problema desta forma de eleição é que ela não é precedida de nenhuma discussão prévia sobre o projeto. As pessoas se inscrevem como candidatos e quem tem mais dinheiro tem mais possibilidade de se eleger. E é assim que acontece no geral, fora raras exceções. E os eleitores acham que estão representados ou não, por que o fulano que recebeu seu voto se elegeu ou não. Pura ilusão. Quem apresenta e defende os projetos é o Partido Político e a bancada deste partido (ou deveria ser). Ocorre que a forma de votação no Brasil, aparentemente democrática, pois garante voto até nos indivíduos, é uma forma de perpetuação de determinadas pessoas no poder em detrimento de verdadeiros projetos de nação, que é o que precisamos. Este sistema faz com que a corrupção e o clientelismo “corram solto”, contaminando até mesmo a índole honesta do cidadão comum, que muitas vezes vota num candidato, por que este lhe garante algum benefício individual para si ou para sua família. A Reforma Política tem que contemplar o que é comum em outros países: O Voto em Lista. O Voto em Lista significa que o eleitor não vota mais no indivíduo, mas sim no Partido Político. E é no debate dentro do Partido Político que Serão definidos os indivíduos que terão a cada eleição o compromisso de representar aquele projeto de sociedade no período seguinte. Ao invés de se digladiarem milhares de candidatos nas ruas, disputando eleitor a eleitor e gastando rios de dinheiro, os custos se reduzem e o voto e os representantes tem mais consistência ideológica e compromisso com o projeto coletivo e não com interesses individuais e de financiadores destas mesmas caras campanhas. Isto também obrigará os partidos a assumirem posturas diferentes das que vem assumindo hoje, ao se submeterem aos interesses de meia dúzia de indivíduos que fizeram da política não um espaço de representação coletiva, mas um espaço de “troca de favores” e de enriquecimento econômico pessoal.
A REFORMA POLÍTICA É URGENTE E FUNDAMENTAL. Mas será que estes deputados e senadores, eleitos neste processo político viciado e que privilegia interesses de alguns, farão uma reforma que de fato mude e dignifique o fazer político extirpando a corrupção e acabando com as falcatruas? Por isto, para que haja uma REFORMA POLÍTICA DE VERDADE, é preciso que haja uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA para esta reforma. A CONSTITUINTE EXCLUSIVA é composta de deputados constituintes eleitos a partir de um debate na sociedade e que só votarão a Reforma, dentro de um tempo pré estabelecido, extinguindo-se depois a constituinte. Isto impediria que os mesmos que estão lá, façam leis novas, mas que beneficiem os mesmos velhos políticos que sempre se locupletaram desta forma de fazer política, aumentando por exemplo os seus salários em 67% quando a inflação no ano não passou de 6%. O velho jargão “mas sempre foi assim”, não pode mais prevalecer num país como o nosso, que se prtetende um dos grandes do mundo. Se “sempre foi assim”, também “sempre é tempo de mudar”. E o tempo da mudança, do sentimento de orgulho dos brasileiros e brasileiras, que o Presidente Lula nos legou, nos permite imaginar que é possível construir uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA para fazer a REFORMA POLÍTICA e também a REFORMA TRIBUTÁRIA, tão necessárias ao país.

Lula lança instituto com seu nome

Lula lança instituto com seu nome Foto: DIVULGAÇÃO

Instituição conta com 38 associados, entre eles os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, e pretende ajudar a integrar países da América Latina

Por Agência Estado

15 de Agosto de 2011 às 19:43 Agência Estado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou, hoje, o Instituto Lula, uma associação civil cujo objetivo é dar suporte às iniciativas políticas do petista. O lançamento do instituto foi definido em assembleia promovida com 40 associados à nova iniciativa, em um hotel da capital paulista. O Instituto Lula terá como sede, a princípio, o imóvel onde funcionava o Instituto Cidadania, local usado pelo ex-presidente para despachar desde que deixou o Palácio do Planalto.

No encontro foi ainda aprovado o corpo de diretores da nova entidade: o ex-presidente do Sebrae, Paulo Okamoto; a assessora do ex-presidente, Clara Ant; o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff, José de Filippi; e os ex-ministros Luiz Dulci e Paulo Vanucchi. Lula, além de presidente de honra do instituto, é seu primeiro associado, seguido por sua mulher, a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Ao todo, a associação civil conta atualmente com 38 associados, entre eles o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante; o deputado federal Arlindo Chinaglia, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique; o ex-ministro Franklin Martins; o ex-ministro Miguel Jorge e o atual ministro da Defesa, Celso Amorim, entre outras personalidades.

O diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, explicou que em um primeiro momento a entidade terá como foco promover uma integração maior entre países da América Latina e ajudar no estabelecimento de políticas de desenvolvimento na África. “Não queremos fazer projetos específicos, queremos estabelecer políticas públicas para Estados, através dos exemplos construídos no Brasil, por meio da autoridade política do ex-presidente”, disse.

Além de desenvolver projetos de políticas públicas, o Instituto Lula também desenvolverá o “Memorial da Democracia”, que agregará documentos e peças referentes às lutas sociais ocorridas no Brasil. A iniciativa incluirá ainda parte do acervo pessoal de Lula, quando esteve à frente do Palácio do Planalto.

No estatuto do Instituto não há proibição de recebimento de recursos públicos, mas Okamoto ressalta que o objetivo é manter a entidade exclusivamente com recursos da iniciativa privada. Não foi divulgado ainda um orçamento oficial, mas Okamoto calcula uma demanda de recursos entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. A previsão é inicial, uma vez que o ex-presidente Lula pretende arrecadar recursos com a iniciativa privada.

Aloizio Mercadante, que participou do encontro, relatou ter sugerido ao ex-presidente que o Instituto se dedique também a uma agenda global, com foco no crescimento dos países emergentes na discussão em torno da mudança do dólar como moeda-padrão internacional e na discussão de uma agenda para a sustentabilidade. Negou que a atuação do ex-presidente à frente da entidade possa interferir no governo da presidente Dilma Rousseff. “A maior preocupação do Lula é não ter qualquer tipo de interferência na agenda do governo federal”, garantiu Mercadante.

LULA VALE O DOBRO DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – AMIGOS CORREM PARA TENTAR EVITAR O PIOR.

Caiu como uma “bomba” nas hostes tucanas a matéria de O Globo publicada no dia de hoje. Segundo a matéria o ex-presidente Lula vale o “dobro” de FHC, ao receber cerca de US$ 300 MIL por palestra, enquanto o sociólogo não consegue ultrapassar os US$ 150 MIL.
O telefone da “redação” não parou de tocar, e dizem que o responsável pela matéria será “enquadrado” nos “Princípios Editoriais das Organizações Globo” – Seção II -02 – (c). É que a matéria deixou os amigos de FHC preocupados com a sua saúde, temendo que ele não suportasse o impacto ao ler texto tão “sensacional”, digo, sensacionalista e que exploraria e mexeria certamente com seus “sentimentos e emoções”, podendo acarretar reações impensadas que logo levaram à LEMBRANÇA DAS TRAGÉDIAS DE AGOSTO.

 

O fato é que o tiro saiu prela culatra, e o que parece ter sido uma tentativa de colocar LULA em situação de constrangimento pelo alto valor de suas palestras e pelo aparato de que dispõe, acabou por destacar a maneira cheia de respeito e admiração com que LULA é recebido no exterior, e que sua visão de mundo e de Brasil, MERECE UM CONCEITO MUITO SUPERIOR AO DE FHC.
Quem diria que um torneiro mecânico, chamado de “semi-analfabeto” e tantas vezes ridicularizado e ofendido, deixaria a presidência com índice de aprovação altíssimo, e agora vai pelo mundo ensinando como se governa e debate de igual para igual com os mais importantes líderes.