Lula na chefia da ONU?

Gianni Carta 29 de setembro de 2011 às 11:35h

Lula é indicado para ser o novo secretário-geral da Onu. Foto: Walter Campanato/ABR

O ex-presidente Lula seria o único a poder liderar a Organização das Nações Unidas. Palavras de Stéphane Hessel, autor de Indignez-Vous, opúsculo traduzido em numerosas línguas e a motivar jovens e menos jovens a manifestar pelas mais variadas injustiças mundo afora. A recomendação de Hessel, ex-diplomata convertido em militante aos 93 anos, foi feita na Universidade de Columbia, em Nova York, nesta terça-feira 27.

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Em Nova York para promover mais uma tradução de sua obra, Time of Outrage!, Hessel disse que defende a necessidade de incluir saúde, educação e ecologia na Carta dos Direitos do Homem, temas tão cruciais quanto o da liberdade.

Hessel, diga-se, é co-autor da Carta dos Direitos do Homem, e no seu discurso na universidade novaiorquina foi ainda mais longe: pediu a reforma das próprias Nações Unidas. O motivo? “A Onu falhou em suas duas missões: trazer a paz e proteger os direitos do homem.” O secretário-geral da Onu, Ban Ki-moon, argumentou Hessel, não é mau diplomata, mas falta-lhe “visão”.

Visão do mundo, e talento como escritor não escasseiam a Hessel. Nascido em Berlim em 1917, ele foi resistente na França durante a Segunda Guerra Mundial, e em seguida deportado para Buchenwald, o campo de concentração nazista. De volta a Paris, tornou-se escritor, poeta e diplomata.

Na Universidade de Columbia, Hessel disse que os jovens são menos politizados hoje do que na sua época de juventude. Apesar de as manifestações de “indignados” serem necessárias, “os jovens não acreditam mais em atingir seus objetivos através de eleições”. E isso, emenda Hessel, é muito perigoso.

O autor de Indigne-se admite que o mundo é hoje mais complexo. Se antes havia uma luta contra o nazismo, agora os jovens não têm objetivos facilmente identificáveis.

Uma questão levantada durante o discurso de Hessel na Universidade de Columbia foi o protesto de indignados a “Ocupar Wall Street”. Quando comparado aos protestos no Reino Unido, Grécia, Espanha e etc., o movimento norte-americano tem sido fraco e, antes de tudo, simbólico.

Para Hessel, o problema nos EUA é que Barack Obama decepcionou. “Ele não tentou mobilizar a opinião pública para transpor obstáculos não resolvidos através de negociações”, sugeriu Hessel. Ainda o ex-diplomata: “A audácia e a esperança dispensam o consenso”.

Hessel fica em Nova York até 30 de outubro para também discursar a favor da integração do Estado Palestino na Onu.

Seu livro foi publicado no Brasil com o título Indignai-vos! (Leya Brasil, 2011).

Globo foi à França reclamar de premiação do Lula!!!

Globo foi à França reclamar de premiação de Lula

http://www.blogcidadania.com.br/2011/09/imprensa-brasileira-foi-a-franca-reclamar-de-premiacao-a-lula/Não pode passar batido um dos momentos mais patéticos do jornalismo brasileiro.

Acredite quem quiser, mas órgãos de imprensa brasileiros como o jornal O Globo mandaram repórteres à França para reclamar com Richard Descoings, diretor do instituto francês Sciences Po, por escolher o ex-presidente Lula para receber o primeiro título Honoris Causa que a instituição concedeu a um latino-americano.

A informação é do jornal argentino Pagina/12 e do próprio Globo, que, através da repórter Deborah Berlinck, chegou a fazer a Descoings a seguinte pergunta: “Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição

Uma pergunta, companheiros: Já é o 2º Honoris Causa que Lula ganha na França. Como anda o ego daquele senhor, ex-presidente brasileiro (brasileiro ?), que discursava em francês e terminava dizendo: “Vive la France”?

Por Rodrigo Vianna

O Eduardo Guimarães já havia escrito aqui sobre o comportamento patético de jornalistas brasileiros em Paris. Meus colegas (!) parecem ter vergonha do presidente que tivemos durante 8 anos. Ou então, querem agradar aos patrões. Numa entrevista coletiva com o diretor da “Sciences Po” (instituição francesa que vai dar um título “honoris causa” a Lula), repórteres brasileiros pareciam enojados: por que Lula vai ganhar a honraria? “Ele não é um dos nossos”.

Qualquer presidente merece sempre tratamento crítico. E é nisso que os jornalistas vão se apegar para explicar o comportamento patético em Paris. Mas o que ocorreu lá foi diferente. Foi a manifestação de uma doença social brasileira. Doença que é mais grave entre esse batalhão raivoso que não suporta as 3 derrotas seguidas sofridas em 2002, 2006 e 2010.

Mas o relato fica mais eloquente na descrição do jornalista argentino do “Página 12″, que também estava lá. Normalmente, não gosto de argentino falando mal do Brasil.

Dessa vez, é diferente. Ele fala mal da nossa imprensa trôpega, filha ideológica da Casa-Grande.

Expõe o ridículo das perguntas feitas pelos repórteres brasileiros. E a classe do professor francês ao respondê-las. Na verdade, a descrição feita pelo “Página 12″ não é uma crítica ao Brasil. Ao contrário: é um tremendo elogio! Apesar dessa imprensa, o Brasil elegeu Lula 2 vezes.

O Brasil derrotou a mentalidade escravocrata que domina nossa imprensa. Derrotou as capas da “Veja”.

Derrotou Ali Kamel e sua obsessão de relativizar essa história de “preconceito racial”.

Derrotou a família Frias (num almoço na “Folha, na campanha de 2002, Otavinho tentou humilhar Lula pelo fato de o líder o petista não ter diploma e não falar inglês).

Derrotou a mentalidade de senhor de engenho que domina muitas redações brasileiras.

Mas os derrotados insistem.

Deixemos ao jornalista argentino a tarefa de expor os sinhozinhos ao ridículo.

artigo traduzido para o português pelo “VioMundo”

http://www.viomundo.com.br/humor/martin-granovsky-foi-preciso-um-argentino-defender-lula-em-paris.html

7 de setembro de 2011 às 16:55
Martin Granovsky: Foi preciso um argentino defender Lula em Paris

Escravocratas contra Lula

Por Martín Granovsky, no Página 12.

A elite miserável não vê, mas raríssimos doutores possuem a educação de Lula


A elite miserável brasileira prefere insistir que a maior liderança da democracia das Américas nunca passou num vestibular, nem, o que é pior, defendeu tese recheada de citações dos teóricos em vigor
A elite patriarcal brasileira está indignada, enquanto Lula discursa ao ser nomeado doutor honoris causa

No dia em que Lula recebeu o título de doutor honoris causa na França, o diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, Ruchard Descoings, chamou a imprensa para uma coletiva. É claro que jornalistas do Brasil não poderiam faltar, porque se tratava de um ilustre brasileiro a receber a honra, pois não? Pois sim, deem uma olhada no que escreveu Martín Granovsky, um argentino que honra a profissão, no jornal Página 12. Para dizer o mínimo, a participação de “nossos” patrícios foi de encher de vergonha. Seleciono alguns momentos do brilhante artigo de Martín, Escravistas contra Lula:

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“Para escutar Descoings foram chamados vários colegas brasileiros… Um deles perguntou se era o caso de premiar quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado. Talvez Descoings soubesse que essa declaração de Lula não consta em atas, embora seja certo que Lula não tenha um título universitário. Também é certo que quando assumiu a presidência, em primeiro de janeiro de 2003, levantou o diploma que é dado aos presidentes do Brasil e disse: ‘Uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria de presidente da República’. E chorou.

‘Por que premiam um presidente que tolerou a corrupção?’, foi a pergunta seguinte. Outro colega brasileiro perguntou se era bom premiar alguém que uma vez chamou de ‘irmão’ a Muamar Khadafi. Outro, ainda, perguntou com ironia se o Honoris Causa de Lula era parte da política de ação afirmativa do Sciences Po.

Descoings o observou com atenção antes de responder. ‘As elites não são apenas escolares ou sociais’, disse. ‘Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas’ ”.

Houve todas essas intervenções estúpidas e deprimentes. Agora, penso que cabem duas ou três coisas para reflexão. A primeira delas é a educação de Lula. Esse homem, chamado mais de uma vez pela imprensa brasileira de apedeuta, quando o queriam chamar, de modo mais simples, de analfabeto, burro, jumento nordestino, possui uma educação que raros ou nenhum doutor possui. Se os nossos chefes de redação lessem alguma coisa além das orelhas dos livros da moda, saberiam de um pedagogo de nome Paulo Freire, que iluminou o mundo ao observar que o homem do povo é culto, até mesmo quando não sabe ler. Um escândalo, já veem. Mas esse ainda não é o ponto. Nem vem ao caso citar Máximo Górki em Minhas Universidades, quando narrou o conhecimento que recebeu da vida mais rude.

Fiquemos na educação de Lula, este é o ponto. Será que a miserável elite do Brasil não percebe que o ex-presidente se formou nas lutas e relações sindicais? Será que não notam a fecundação que ele recebeu de intelectuais de esquerda em seu espírito de homem combativo? Não, não sabem e nem veem que a presidência de imenso sindicato de metalúrgicos é uma universidade política, digna dos mais estudiosos doutores. Preferem insistir que a maior liderança da democracia das Américas nunca passou num vestibular, nem, o que é pior, defendeu tese recheada de citações dos teóricos em vigor. Preferem testar essa criação brasileira como se falassem a um estudante em provas. Como nesta passagem, lembrada por Lula em discurso:

“Me lembro, como se fosse hoje, quando eu estava almoçando na Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: ‘O senhor fala inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?’… E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!… Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!’

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O jornalista argentino Martín Granovsky observa ao fim que um trabalhador não poderia ser presidente. Que no Brasil a Casa Grande sempre esteve reservada para os proprietários de terra e de escravos. Que dirá a ocupação do Palácio do Planalto. Lembro que diziam, na primeira campanha de Lula para a presidência, que dona Marisa estava apreensiva, porque não sabia como varrer um palácio tão grande….Imaginem agora o ex-servo, depois de sentar a bunda por duas vezes no Planalto, virar Doutor na França. O mundo vai acabar.

Homenagem para os 66 anos do eterno presidente de Honra do PT (Lula)

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Hora
quinta, 27 de outubro · 14:00 – 17:00
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Onde for decidido na enquete
Criado por
Margaret Maria Alves Pereira, Carlos de Campos
Para OndaVermelha
Mais informações
O melhor presidente que o Brasil já teve!!!

Vote nesta enquete:
Qual seria a melhor homenagem no dia do Aniversário do nosso Presidente de Honra do PT (Lula)?
https://www.facebook.com/groups/OndaVermelhaPT/?id=214655951929598&notif_t=group_activity
Se tiver uma ideia melhor acrescente na enquete.

Ele vai fazer 66 anos no dia 27 de outubro.

Opções:
Todo mundo ir no Instituto Cidadania homenageia-lo.
Rua Pouso Alegre, 21 Ipiranga, São Paulo (SP) CEP 04261-030
Tel (11) 2065-7022
http://www.icidadania.org/contatos/

Fazer um churrasco coletivo em frente a sua casa para agradecer pelo bom governo.
Av. Francisco Prestes Maia, 1633 – Centro
São Bernardo do Campo – SP
http://www.apontador.com.br/local/sp/sao_bernardo_do_campo/lojas_diversas/Y6DKG859/casa_do_luiz_inacio_lula_da_silva_presidente_do_brasil_.html

Fazer uma vacona e comprar um Ferrari de presente!

Fazer um bolo do tamanho do prédio dele e colocar em frente a sua casa.

Faremos a nossa festa, nem que seja em casa via Internet…!

Blog em homenagem ao Presidente Lula:
https://luizinaciodasilva.wordpress.com/

Não esqueçam de convidar nossos companheiros e amigos de luta no botão logo abaixo da foto do nosso querido Presidente.

Idealizadora do evento: Margaret Maria Alves Pereira

http://www.facebook.com/event.php?eid=161009133983036

Lula recebe título de doutor honoris causa da UFBA

 

Foto: RICARDO TRIDA/Agência Estado

Título, que vai ser entregue amanhã, será o sexto que Lula recebe neste ano Por Agência Estado 20 de Setembro de 2011 às 00:22 Agência Estado O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe amanhã, 20, em Salvador, o título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A homenagem havia sido proposta ainda antes de Lula ser eleito presidente pela primeira vez, em 2002, e foi aprovada pelo Conselho Universitário em 30 de outubro daquele ano, três dias após sua eleição. O ex-presidente, porém, optou por receber títulos como este apenas após deixar o cargo. Será o sexto título de doutor honoris causa que Lula recebe este ano. Antes, foi agraciado com os da Universidade de Coimbra, em Portugal, e das Universidades Federal de Viçosa (UFV), de Pernambuco (UPE), Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). No próximo dia 27, Lula recebe mais um título do gênero, desta vez do Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po Paris), considerada uma das mais importantes instituições de ensino superior da Europa.