Cade o Programa de inclusão digital prometido Presidente Dilma?

Banda larga fornecido pela Telebras a preço de R$ 15,00.
Computadores e tablets de baixo custo.

Com certeza não é o que foi prometido nos links abaixo:

http://www.brasil.gov.br/sobre/educacao/acesso-a-bibliotecas-publicas-na-rede

http://www.inclusaodigital.gov.br/

Se você também quer um programa de inclusão digital como foi prometido pela Presidente Dilma compartilhe.

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Entenda como a mídia golpeia a soberania da América Latina

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” (Malcolm X).

Vídeo com a reveladora entrevista que o presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu a Julian Assange, fundador do Wikilaks. Para entender como e por que Julian Assange chegou a Rafael Correa, torna-se necessário contextualizar a entrevista dentro dos últimos acontecimentos.

Como todo mundo sabe, o Wikileaks foi responsável pela divulgação de vários documentos secretos que desmascararam a fachada de “democracia ilibada” que muitos países desenvolvidos ostentavam, principalmente os EUA. Com a divulgação, por exemplo, de correspondências e documentos sigilosos trocados entre os embaixadores norte-americanos e outras autoridades daquele país, o mundo ficou sabendo como os EUA, para manter seu poder hegemônico, manobram com torpeza a política de outros países. Além de tal ingerência, vários outros documentos revelaram tenebrosos abusos patrocinados pela política norte-americana, como crimes de guerra, torturas etc. Enfim: flagrantes violações dos Direitos Humanos que os EUA não titubeiam em denunciar quando o crime é praticado por um país adversário à sua política.

Após tais publicações estarrecerem o mundo, Julian Assange passou a ser implacavelmente perseguido até que, por “coincidência”, duas prostitutas passaram a acusar Assange, na Suécia, de tê-las estuprado. Investigações independentes revelaram que tais prostitutas teriam sido flagradas em contatos com agentes da CIA — Central de Inteligência Americana.

Assim, Julian Assange passou a enxergar como funciona a farsa por trás da fachada de “democracia” que prevalece na política da maioria dos países mais desenvolvidos. Mas o que mais surpreendeu o fundador do Wikileaks foi o comportamento da mídia no âmbito mundial. No princípio atuando em parceria com o Wikileaks para divulgar os documentos, com o tempo a mídia passou a censurar os segredos mais bombásticos. Daí Assange passou a questionar qual seria a lógica, por exemplo, de a mídia norte-americana, européia etc) se negar a publicar a informação sobre os oligarcas corruptos que escondem suas fortunas em bancos na Europa, EUA etc. Mais: o porquê de os jornais divulgarem supostos casos de corrupção em governos de esquerda — muitas vezes manipulando ou sem checar a veracidade da notícia — ao passo que omitiam os evidentes casos de corrupção envolvendo governos de direita, ou, comprometidos com os EUA.

A entrevista com Rafael Corra desnudou a lógica. Os grandes conglomerados de comunicação não são imaculados órgãos dedicados à sacra tarefa de informar. São, isto sim, empresas poderosas que entram como cúmplices da nefasta política ditada por Washington; comparsas de todos os conglomerados econômicos que sustentam tal política.

New York Times e Washington Post recusaram o material que o Wikileaks publicou

New York Times e Washington Post recusaram o material que o Wikileaks publicou

O primeiro dia do julgamento de Bradley Manning é devastador para a imagem da mídia americana.
Um heroi

Um heroi

“Comprovado: Bradley Manning é heroi”.

Foi essa a reação imediata do cineasta Michael Moore quando foi revelado no primeiro dia de seu julgamento em corte marcial o recruta Manning admitiu oficialmente ter feito os aqueles célebres vazamentos para o Wikileaks. Entre os vazamentos o destaque foi o vídeo do helicópteto Apache a partir do qual, por engano, soldados americanos mataram civis iraquianos.

Manning aceitou dez das 22 acusações, mas negou a principal delas: ter ajudado o inimigo. É um crime passível de prisão perpétua. As acusações que ele admitiu podem lhe dar 20 anos de cadeia. Mas ainda haverá muitos movimentos. A promotoria deve insistir na tese de que o inimigo foi ajudado.

Com os vazamentos, afirmou, seu objetivo foi “estimular o debate público” entre os americanos sobre a política externa de seu país.

O objetivo foi amplamente alcançado, como se pode ver. E ultrapassado, uma vez que o debate rompeu as fronteiras americanas e ganhou o mundo.

O depoimento de Manning no primeiro dia do tardio julgamento – iniciado depois de mil dias de prisão – trouxe revelações sensacionais sobre o jornalismo que se faz hoje nas grandes corporações de mídia.

Antes de entregar o material ao Wikileaks, Manning fez o percurso clássico.

Tentou o New York Times. Ninguém o ouviu. Tentou o Washington Post. Nada. Tentou o Wikileaks. E foi feita história.

A mídia americana já começa a debater este fiasco extraordinário.

Manning é um herói, como disse Michael Moore. Ajudou a ver um dos horrores do mundo contemporâneo, a Guerra do Iraque.

E Assange também é, por ter publicado os documentos valiosíssimos que o Times e o Post desprezaram.