Entenda como a mídia golpeia a soberania da América Latina

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” (Malcolm X).

Vídeo com a reveladora entrevista que o presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu a Julian Assange, fundador do Wikilaks. Para entender como e por que Julian Assange chegou a Rafael Correa, torna-se necessário contextualizar a entrevista dentro dos últimos acontecimentos.

Como todo mundo sabe, o Wikileaks foi responsável pela divulgação de vários documentos secretos que desmascararam a fachada de “democracia ilibada” que muitos países desenvolvidos ostentavam, principalmente os EUA. Com a divulgação, por exemplo, de correspondências e documentos sigilosos trocados entre os embaixadores norte-americanos e outras autoridades daquele país, o mundo ficou sabendo como os EUA, para manter seu poder hegemônico, manobram com torpeza a política de outros países. Além de tal ingerência, vários outros documentos revelaram tenebrosos abusos patrocinados pela política norte-americana, como crimes de guerra, torturas etc. Enfim: flagrantes violações dos Direitos Humanos que os EUA não titubeiam em denunciar quando o crime é praticado por um país adversário à sua política.

Após tais publicações estarrecerem o mundo, Julian Assange passou a ser implacavelmente perseguido até que, por “coincidência”, duas prostitutas passaram a acusar Assange, na Suécia, de tê-las estuprado. Investigações independentes revelaram que tais prostitutas teriam sido flagradas em contatos com agentes da CIA — Central de Inteligência Americana.

Assim, Julian Assange passou a enxergar como funciona a farsa por trás da fachada de “democracia” que prevalece na política da maioria dos países mais desenvolvidos. Mas o que mais surpreendeu o fundador do Wikileaks foi o comportamento da mídia no âmbito mundial. No princípio atuando em parceria com o Wikileaks para divulgar os documentos, com o tempo a mídia passou a censurar os segredos mais bombásticos. Daí Assange passou a questionar qual seria a lógica, por exemplo, de a mídia norte-americana, européia etc) se negar a publicar a informação sobre os oligarcas corruptos que escondem suas fortunas em bancos na Europa, EUA etc. Mais: o porquê de os jornais divulgarem supostos casos de corrupção em governos de esquerda — muitas vezes manipulando ou sem checar a veracidade da notícia — ao passo que omitiam os evidentes casos de corrupção envolvendo governos de direita, ou, comprometidos com os EUA.

A entrevista com Rafael Corra desnudou a lógica. Os grandes conglomerados de comunicação não são imaculados órgãos dedicados à sacra tarefa de informar. São, isto sim, empresas poderosas que entram como cúmplices da nefasta política ditada por Washington; comparsas de todos os conglomerados econômicos que sustentam tal política.

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